O atual inquilino do Palácio do Bispo, sede do governo municipal de Campina Grande, o prefeito cassado Veneziano Vital do Rêgo, deflagrou na última semana toda sua arrtilharia contra tudo e contra todos, especialmente contra segmentos da imprensa da cidade e o ex-Governador Cássio Cunha Lima, aos quais acusou de serem responsáveis pelo processo que culminou com a decisão do Juíz da 16ª zona eleitoral, o Dr Francisco Antunes, que atendendo recomendação do ministério público eleitoral optou pela anulação do registro e diplomação do prefeito e do seu vice José Luiz Jr nas eleições de 2008, devendo assumir o mandato o segundo candidato mais votado naquela oportunidade, o atual deputado federal Rômulo Gouveia, que também está sendo processado por falhas na prestação de contas de campanha inerente ao processo eleitoral daquele ano.O desespero do "cabeludo" é tão evidente que o mesmo chegou a reconhecer públicamente sua culpabilidade no caso, afirmando que " Os crimes cometidos pelo ex-Governador são bem mais robustos e palpáveis que os observados pela justiça eleitoral contra nosso mandato", asseverou o V.
Não vamos reproduzir neste espaço discurso que evoque tendências político-partidárias, mas, apontar as fragilidades éticas e de responsabilidade administrativa dos mandatários que tiveram seus mandatos cerceados pelo poder judiciário. Tanto no caso da cassação do ex-Governador Cássio Cunha Lima, quanto no episódio Veneziano a justiça atuou providentemente, posto que os dois agentes políticos assacaram o herário público e abusaram do poder político e econômico que os cargos lhe legaram, e mais do que em qualquer outro momento da história de nosso país, era nescessária essa lavagem moral por que está passando a política nacional, onde meninos, Arrudas e cabeludos deixam de compor a elite intocável para serem tratados como a lei preconiza. Porém, cabe ressaltar um detalhe, pois o prefeitão moral orgulhava-se de empostar a bandeira da moralidade e da governabilidade, mas, as novas idéias estavam contaminadas das velhas e carcomidas práticas como o aliciamento ilegal de eleitores, a compra indiscriminada de votos e o abuso do poder político e do uso da máquina pública que eivaram a atmosfera dos governos que antecederam Vené e arraigadas que estavam, mantiveram sua morada no conforto do Palácio municípal. A pergunta que se faz prefeito não é quem é mais ou menos culpado em assacar os cofres públicos, mas, onde foram parar seus valores, seu discurso ilibado de probidade e de gerência correta do bem coletivo ao senhor confiado pelo povo campinense, essa é a resposta que se busca, pois é ao menos brincadeira dizer que um auxiliar, como o secretário Flávio Romero, citado pelo gestor campinense em sua entrevista no Ipsem, na última quinta-feira (15/04), doaria cinco mil reais para a conta de campanha do prefeito, mesmo ganhando à época um salário de pouco mais de seis mil reais. Se estas doações fossem ao menos de nomes outros, de empresários da cidade e região, mas de pessoas de classe média, que não tem "oficialmente" potencial econômico para colaborar com cifras tão vultuosas é minimamente estranho e certamente essa conclusão foi determinante para a decisão do magistrado.
Por fim, queremos deixar claro que nossa postura não muda em relação à Veneziano ou à Cássio, ambos foram gestores eleitos pelo voto popular e devem satisfações ao povo e se erraram (caso confirmado do ex-governador) que sejam punidos pelos seus atos, a fim de que tais comportamentos sejam ceifados da nossa cena política definitivamente.










